Novidades | Fake news sobre o Rio Grande do Sul: Doações desviadas, morte do Caramelo e outras 18 histórias falsas

| Fake news sobre o Rio Grande do Sul: Doações desviadas, morte do Caramelo e outras 18 histórias falsas |

Fake news sobre o Rio Grande do Sul: Doações desviadas, morte do Caramelo e outras 18 histórias falsas


REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO

Compartilhe:



Fake news sobre o Rio Grande do Sul: Doações desviadas, morte do Caramelo e outras 18 histórias falsas

Recentemente, circularam várias fake news relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul. Dentre os boatos falsos, destacam-se informações sobre o impedimento de doações para as vítimas por parte do governo. Alguns desses boatos envolvem caminhões de doações sendo barrados por falta de nota fiscal, o que, segundo autoridades competentes, não condiz com a realidade. Tanto a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina quanto a Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul negaram essas alegações, assim como a Brigada Militar do RS. Detalhes sobre o desmentido podem ser encontrados em um link específico.

Outro rumor falso que se propagou foi sobre a Anvisa impedindo a chegada de medicamentos essenciais para as vítimas das enchentes, alegando questões burocráticas. Contudo, a Anvisa esclareceu que não houve restrições para o transporte de remédios destinados à região afetada pelas enchentes e medidas foram tomadas para agilizar o processo. Os detalhes estão disponíveis em um link para mais informações.

Também surgiu a fake news de que barcos e helicópteros estavam proibidos de realizar resgates no Rio Grande do Sul, principalmente em Canoas, o que foi negado por autoridades locais e relatos oficiais. Helicópteros privados e aeronaves das Forças Armadas continuam atuando nos resgates e a prefeitura de Canoas pediu ajuda de voluntários com barcos. Mais informações sobre esse desmentido podem ser acessadas no link disponível.

Outras fake news abordavam o governo recusando ajuda e evitando doações durante a crise. Uma delas falava sobre o Brasil ter recusado uma doação vinda de Portugal, enviada para ajudar as vítimas das enchentes. No entanto, a Secretaria de Comunicação Social do governo federal esclareceu que estão coordenando o transporte de donativos, priorizando medicamentos. Um link fornecido traz mais detalhes sobre as ações em andamento para desmentir a narrativa de recusa. Além disso, houve um boato sobre o Brasil ter recusado toda a ajuda do Uruguai por questões políticas, o que também foi desmentido.

Recentes alegações de que o governo brasileiro recusou ajuda do Uruguai para lidar com as enchentes no Rio Grande do Sul foram desmistificadas após uma análise mais aprofundada. Embora tenha existido recusa de um avião uruguaio para transportar equipamentos de resgate, o governo brasileiro aceitou a oferta de um helicóptero do país vizinho. A recusa do avião se deu por questões técnicas, não políticas, como a inadequação da aeronave para a operação e a falta de pistas de pouso apropriadas em Porto Alegre.

Um vídeo que alegava a suspensão das doações para vítimas das enchentes em Lajeado até a chegada de Lula à cidade foi desmentido. A informação falsa, baseada em um vídeo antigo e já esclarecido em 2023, não possui fundamentos. Não houve visita do ex-presidente à cidade em 2024 e autoridades locais e federais negam qualquer retenção de donativos, enfatizando a necessidade de ajuda para as vítimas das enchentes deste ano.

Outro boato, relacionado à destruição de doações para o Rio Grande do Sul em um galpão em Encantado, foi desmascarado. O vídeo viralizado foi tirado de contexto, sendo que as doações estavam sendo organizadas para as enchentes de 2023, não para este ano. A máquina mostrada no vídeo era utilizada para abrir espaço de armazenamento, e não há relatos confirmados de doações sendo desperdiçadas em 2024.

Por fim, a circulação de informações falsas sobre um suposto ataque ao ministro Paulo Pimenta durante uma visita ao Rio Grande do Sul foi desmentida. Não há registros do incidente descrito, sendo que as imagens que acompanharam a alegação não se referiam ao ministro ou ao estado. Da mesma forma, um vídeo com críticas ao governo Lula no contexto das enchentes do RS, atribuído ao vice-prefeito de Porto Alegre, foi incorretamente identificado. O vídeo foi gravado por outra pessoa, e não pelo vice-prefeito.

Um boato está circulando nas redes sociais envolvendo uma suposta apologia de uma mulher gaúcha aos nordestinos por uma praga relacionada às enchentes no Rio Grande do Sul. Entretanto, o vídeo em questão foi criado por uma influenciadora do TikTok e não possui veracidade, sendo apenas uma história inventada. Outros conteúdos falsos semelhantes foram criados pela mesma influenciadora, evidenciando a falsidade do áudio.

Outra falsa notícia que tem se espalhado afirma que Madonna fez uma doação secreta de R$ 10 milhões às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Contudo, não existem provas sólidas que confirmem essa informação. A cantora não fez declarações públicas sobre o assunto, enquanto suas doações anteriores foram divulgadas publicamente, levantando questionamentos sobre a origem da informação divulgada nas redes sociais.

Em relação a Neymar, um vídeo viralizado alega que o jogador teria doado 10 helicópteros para resgatar vítimas das enchentes no estado. No entanto, não há evidências que confirmem essa suposta doação. Neymar posteriormente divulgou sua contribuição real, doando 2 toneladas de alimentos para o Rio Grande do Sul, o que foi confirmado como verídico.

Um boato recente propagou a informação de que Israel teria enviado 40 aeronaves e helicópteros para ajudar no resgate das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Contudo, o vídeo em questão é antigo e não está relacionado com os eventos atuais no estado. Israel de fato enviou purificadores de água para auxiliar no fornecimento de água potável, mas não enviou aeronaves para operações de resgate.

Por fim, circula uma notícia falsa sobre uma suposta menina chamada Gabriele ou Gabriela que teria sido encontrada na BR-101 pela concessionária Eco após as enchentes no estado. Entretanto, não há registros reais que confirmem essa ocorrência, apontando para a inveracidade da informação divulgada nas redes sociais.

Uma série de boatos falsos envolvendo situações trágicas no estado do Rio Grande do Sul têm circulado pela internet, causando desinformação e preocupação entre os internautas. Um desses boatos afirma que um homem de Flórida Paulista teria sido jogado em um rio com as mãos amarradas após fazer um comentário insensível sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, porém, essa informação não é verdadeira. O vídeo que supostamente ilustra esse evento na verdade é de um incidente ocorrido na Venezuela em 2023, não tendo relação com os acontecimentos no Brasil.

Outra fake news circulando nas redes relata a morte de nove pessoas em uma UTI na cidade de Canoas, juntamente com a descoberta de 2.000 corpos boiando nas enchentes, além de um bebê encontrado boiando e confundido com uma boneca. Entretanto, o prefeito de Canoas relatou que houve apenas dois óbitos na UTI, e o número total de mortos é significativamente menor do que o citado. Não há evidências concretas que corroborem o relato do bebê boiando. Portanto, essas afirmações são consideradas boatos sem comprovação.

Um vídeo que atribui um desmoronamento na rodovia Rota do Sol, no Rio Grande do Sul, na verdade se trata de um incidente ocorrido na Turquia em 2023. Não há registros oficiais de desmoronamentos na rodovia Rota do Sol no momento, tornando essa informação uma fake news.

Uma lista de 53 crianças supostamente separadas de seus pais em Canoas tem sido compartilhada online, porém as autoridades locais negam tal informação, afirmando não haver tantas crianças desamparadas na região. A lista, que não é composta apenas por nomes de crianças e apresenta origem desconhecida, já foi desmentida pelas autoridades locais como distorção da realidade.

Por fim, apesar de rumores sugerirem que o cavalo Caramelo teria falecido após ser resgatado de um telhado durante as enchentes no Rio Grande do Sul, fontes confiáveis afirmam que o animal está em processo de recuperação e estável em um estábulo na cidade de Canoas.

Recentemente, surgiu a recomendação de fazer estoque de arroz devido às enchentes no Rio Grande do Sul. No entanto, essa ação não parece sensata, uma vez que o estado é o maior produtor de arroz do Brasil e não há evidências concretas de escassez do produto. Guardar alimentos em momentos de crise pode aumentar os preços e dificultar o acesso a quem mais necessita, tornando a atitude egoísta e pouco útil para ajudar as vítimas das enchentes.

Apesar das possíveis perdas na safra causadas pelas enchentes, recomendar o estoque de arroz parece equivocado e contraproducente diante do problema enfrentado pelas comunidades atingidas. É importante considerar o impacto de ações individuais no cenário global, evitando a especulação e contribuindo para a solidariedade e resolução das necessidades reais das vítimas das enchentes.






Recomendamos


Outras Novidades





Mais Recentes