Revisão

Treinamento de Força e Síndrome Metabólica: uma revisão sistemática

"Resistance Training and Metabolic Syndrome: a systematic review"

Autores: Ramires Alsamir Tibana, Jonato Prestes


Introdução


Em 1988, Reaven1 descreveu a “síndrome X”, atualmente denominada síndrome metabólica (SM), como uma condição complexa, representada por um conjunto de fatores de risco cardiovascular como resistência à insulina, hiperglicemia, hipertensão arterial e dislipidemia (triglicérides elevado e HDL-c baixo)1. Mais recentemente, a obesidade foi inserida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como fator de risco para SM2, além disso tem sido relacionada como um dos fatores principais na fisiopatologia da SM3 (Quadro 1). Estudos epidemiológicos indicam forte associação entre os riscos de desenvolvimento de câncer no sistema digestivo4, de diabetes5, de doenças cardiovasculares6 e morte precoce7,8 em portadores de SM.

A prevalência de SM está em constante crescimento. O estudo do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) III, que avaliou 8814 adultos entre 1988 e 1994, encontrou prevalência de 22% de SM na população adulta dos Estados Unidos9. Já entre os anos de 1999 e 2006, os resultados demonstraram prevalência de 34,2% da população adulta com SM10. Em relação ao Brasil, dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) citados por Sá e Moura11 indicam que 22,7% da população adulta apresenta pelo menos um dos fatores de risco para SM e 14,2% dois ou mais fatores de risco. As razões de prevalência ajustadas demonstram que a probabilidade de SM é maior a partir dos 25 anos de idade, na atividade física insuficiente e na presença de excesso de peso, em ambos os sexos11.

Assim, a modificação do estilo de vida, especialmente o nível de atividade física, é importante fator para a prevenção e o tratamento da SM. Esse conceito é fundamentado por estudos epidemiológicos prospectivos que apontam a baixa aptidão cardiorrespiratória associada a todas as causas de mortalidade12, às doenças cardiovasculares13 e à incidência de SM14. Ademais, estudos demonstram que a força muscular desempenha papel importante para a realização de tarefas motoras, repercutindo sobre a saúde, longevidade, qualidade de vida15,16 e no desempenho desportivo17. Encontra-se ainda uma possível associação da força muscular com a diminuição dos fatores de risco cardiovascular14, resistência insulínica18, obesidade19,20, pressão arterial elevada21,22, síndrome metabólica14,23 e morte precoce16.

Apesar de algumas revisões terem como foco os efeitos do treinamento de força (TF) nos fatores de risco da SM24-26, não se tem conhecimento de nenhuma revisão sistemática realizada sobre a efetividade do TF em portadores de SM. Portanto, o objetivo da presente revisão foi discutir criticamente os efeitos crônicos do TF sobre os fatores de risco cardiovascular, força muscular e massa livre de gordura em indivíduos com SM.

Seleção dos artigos

A busca de artigos foi realizada nas seguintes bases eletrônicas: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Public Medline (PubMed), utilizando-se os seguintes termos selecionados segundo a classificação dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): treinamento resistido, doenças metabólicas e resistance training e metabolic diseases para os idiomas português e inglês, respectivamente.

Para a seleção dos artigos realizou-se, primeiramente, a leitura dos resumos das publicações encontradas, com o objetivo de refinar a amostra por meio de critérios de inclusão e exclusão. Os critérios de inclusão para análise foram: tipo de publicação – artigos em periódicos; artigos no idioma inglês e português; ano de publicação no período de 1988 a 2012 e artigos que utilizaram apenas o treinamento de força como intervenção em indivíduos com SM. Os critérios de exclusão foram: artigos sem abstract ou com o mesmo em outra língua que não o inglês e/ou português; artigos que tratavam de outras terapias complementares da SM que não especificamente do TF; artigos de revisão e artigos que utilizaram outras populações específicas tais como crianças/adolescentes e portadores de necessidades especiais.

A avaliação crítica dos artigos consistiu da leitura do estudo na íntegra e, em seguida, da elaboração de quadros sinóticos com os dados coletados com informações de cada pesquisa, a saber: autores/data, amostra, aspectos metodológicos e principais resultados sobre os fatores de risco cardiovascular, força muscular e massa livre de gordura. De forma auxiliar, utilizou-se a técnica de análise temática de conteúdo por meio da leitura e releitura dos resultados dos estudos, procurando identificar aspectos relevantes que se repetiam ou se destacavam (Figura 1).

Discussão crítica dos dados encontrados

Fatores ambientais e síndrome metabólica

O fator associado da SM tem sido atribuído ao sedentarismo (que inclui atividades como ficar deitado, sentado, assistindo televisão, usando o computador e outras formas de entretenimento baseado em telas) e à mudança de hábitos alimentares, como os alimentos hipercalóricos, ricos em lipídeos e açúcar de adição, nos cardápios diários (Figura 2).

Wagner et al.27 ao analisarem cerca de 3090 franceses (35-64 anos) demonstraram que o consumo de alimentos hipercalóricos foi independentemente associado com maior risco relativo para SM. Ademais, um maior tempo sentado e pouca atividade física no lazer foram associados com a SM, tanto em homens como em mulheres. De forma análoga, Dunstan et al.28 demonstraram que assistir mais de 14 horas de televisão semanalmente estava associado à SM. Nettleton et al.29 evidenciaram que o alto consumo de bebidas com açúcar de adição está associado à incidência de SM (Quadro 2).

Outro fator comportamental associado à SM é o estresse no trabalho. Chandola et al.30, ao analisarem 10308 participantes durante aproximadamente 14 anos, demonstraram que aqueles que possuíam maiores níveis de estresse no trabalho apresentavam maior probabilidade de desenvolver SM quando comparados aos participantes não expostos ao estresse no trabalho. Os autores propuseram que a exposição prolongada ao estresse no trabalho pode afetar o sistema nervoso autônomo e a atividade neuroendócrina diretamente, contribuindo para o desenvolvimento da SM. Além disso, hábitos como o de fumar31 e beber excessivamente32 podem contribuir para o desenvolvimento da SM (Quadro 2).

Considerando que os períodos fetal e perinatal são fundamentais para o desenvolvimento e crescimento dos processos fisiológicos dos órgãos, evidências apoiam o conceito de «origens desenvolvimentistas da saúde e da doença»33,34. Estudos experimentais em animais demonstram que fatores ambientais durante a gestação e/ou lactação, como por exemplo, nutrição materna e a composição corporal, podem influenciar o fenótipo metabólico da prole adulta35,36. Por exemplo, uma nutrição subótima durante esse período crítico pode causar adaptações negativas permanentes para a estrutura e função dos principais órgãos e processos metabólicos, aumentando o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e as características de SM37. A descrição dos efeitos específicos da epigenética sobre a SM vai além do escopo dessa revisão, porém encoraja-se o leitor interessado no tema a consultar a revisão de Bruce e Cagampang37.

Síndrome metabólica, morbidades e mortalidade

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis por 61% dos 58 milhões de óbitos ocorridos no mundo em 2005. Cerca de 80% das mortes por DCNT ocorreram em países de baixa ou média renda e, nesses países, cerca de 30% das mortes por DCNT ocorreram em pessoas com menos de 60 anos, enquanto que nos países de alta renda esse percentual foi de apenas 13%. No Brasil, as DCNT corresponderam a cerca de 72% das causas de mortes em 2009, com destaque para as doenças cardiovasculares, o câncer, as doenças respiratórias e o diabetes38.

Estudos epidemiológicos confirmam o aumento do risco de doenças cardiovasculares em indivíduos com SM8. Além disso, estudos prospectivos indicam uma probabilidade de morte de ~1,5-3 vezes maior por doenças cardiovasculares e coronarianas8 e aumento de duas vezes no acidente vascular encefálico39, bem como de duas vezes em todas as causas de mortalidade em indivíduos com SM8 (Quadro 3). A SM também é altamente preditiva para o desenvolvimento de diabetes do tipo 240. Também tem sido associada com o risco de desenvolvimento de câncer no sistema digestivo4, depressão41 e declínio físico em idosos42.

Por conseguinte, a modificação do estilo de vida, especialmente o nível de atividade física, é importante fator para a prevenção e o tratamento da SM. Esse conceito é fundamentado por estudos epidemiológicos prospectivos que demonstram que a baixa aptidão cardiorrespiratória e a força muscular estão associadas a todas as causas de mortalidade, às doenças cardiovasculares e à incidência aumentada de SM.

Treinamento de força e síndrome metabólica

O treinamento de força (TF) é um método específico de condicionamento físico que envolve o uso progressivo de cargas, bem como de diferentes modelos e métodos de treinamento. Delorme apud Todd et al.43 foi o primeiro pesquisador a demonstrar a importância do TF sobre o aumento da força muscular na reabilitação de militares no período pós-Segunda Guerra Mundial. Nesse aspecto, o TF tornou-se uma das formas mais conhecidas e eficazes de aprimoramento do treinamento físico de atletas e de melhora da saúde de adultos não atletas, idosos e crianças44.

Sendo assim, o TF tem sido atualmente recomendado por diversas organizações de saúde como parte importante dos programas de atividade física para adultos45, idosos46, hipertensos47, diabéticos48, portadores do vírus HIV49 e para crianças e adolescentes50. Adicionalmente, estudos apontam a associação da força muscular com a diminuição dos fatores de risco cardiovascular14, resistência insulínica18, obesidade19,20, pressão arterial elevada21,22, SM23,14 e morte precoce16.

A efetividade e a segurança do TF em portadores de SM foram testadas por estudos que demonstraram que o TF não induz aumento sistêmico nas citocinas inflamatórias após uma sessão aguda51, além de diminuir citocinas inflamatórias e aumentar a força muscular em mulheres na pós-menopausa52. Não obstante, uma única sessão de TF é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas em mulheres com sobrepeso e obesidade53. Nesse sentido, Stensvold et al.54 foram os primeiros pesquisadores a analisar a efetividade do TF realizado três vezes por semana com intensidade de 80% de 1RM (8-12 repetições) durante 12 semanas em indivíduos com SM. Os autores relataram que o TF foi efetivo em diminuir a circunferência da cintura, aumentar a força muscular e melhorar a função endotelial. No entanto, não foram observadas melhoras na pressão arterial, glicemia e lipídeos séricos.

Posteriormente, Geisler et al.55 analisaram durante 14 semanas a influência do TF sobre os fatores de risco cardiovascular e morfologia do músculo esquelético de homens e mulheres portadores de SM. Similarmente aos achados de Stensvold et al.54, não foram observadas alterações significativas na pressão arterial, glicemia e triglicerídeos, ocorrendo apenas aumento da força muscular e do HDL. De forma análoga, Layne et al.56 analisaram o impacto do TF sobre a sensibilidade à insulina em indivíduos com SM, bem como tentaram relacionar essa alteração com a ativação de vias intramusculares relacionadas na mediação da biogênese mitocondrial e hipertrofia das fibras musculares. Não foram observadas mudanças significativas na circunferência da cintura, índice de massa corporal (IMC), glicemia e lipídeos séricos. Por outro lado, foram observados aumentos na força muscular e massa livre de gordura. Uma hipótese levantada pelos autores é que a falha do TF em melhorar a resposta à sensibilidade à insulina em portadores de SM foi coincidente com uma diminuída fosforilação da adenosina-monofosfato-quinase (AMPK) muscular.

Bateman et al.57 também investigaram a influência de 32 semanas de TF sobre os fatores de risco cardiovascular em portadores de SM. Os resultados apresentados foram similares aos estudos anteriores, nos quais não foi observada diminuição da circunferência da cintura, glicemia, pressão arterial e lipídeos séricos, ocorrendo apenas aumento na força muscular.

Por outro lado, recentemente Potteiger et al.58 investigaram a influência de 24 semanas de TF e modificação dietética sobre os fatores de risco cardiovascular em portadores de SM. Os autores reportaram que o TF em conjunto com a modificação dietética foi efetivo para diminuir a glicemia e a pressão arterial, além de aumentar a massa livre de gordura. Esses resultados reportados por Potteiger et al.58 estão de acordo com a revisão de Shaw et al.59 que avaliaram 43 estudos incluindo 3476 participantes e demonstraram que o exercício sem dieta foi associado a menor perda ponderal, pequena redução de pressão diastólica e da glicemia. Entretanto, quando o exercício foi combinado com a dieta, houve maior perda ponderal.

Outra hipótese para limitada ou nenhuma diminuição nos biomarcadores cardiovasculares e valores antropométricos pode estar relacionada a não realização concomitante do treinamento aeróbio. Ismail et al.60, após realizarem uma revisão sistemática e meta-análise, demonstraram que a realização de exercícios aeróbios diminui significativamente a gordura visceral (-0,33, 95% IC: -0,52 para -0,14; p<0,01) quando comparado ao grupo-controle, ao passo que, para o treinamento de força não foram demonstradas alterações significativas (-0,28, 95% IC: -0,69 para 0,14; p=0,19) quando comparado ao grupo-controle. Similarmente, Potteiger et al.58 compararam a efetividade do exercício aeróbio (65-80% da frequência cardíaca máxima) e do treinamento de força (5-10RM) com restrição calórica sobre os fatores de risco cardiovascular em portadores da SM. Os autores reportaram que o exercício aeróbio reduziu significativamente o escore z da SM do pré (0,91±3,57) em relação ao pós 6 meses (-1,35+2,95); entretanto, para o TF não foram observadas diferenças significativas do pré (0,09+2,62) para a avaliação pós 6 meses (-1,30+2,22). De maneira análoga, Willis et al.61 relataram que a realização do treinamento aeróbio durante 8 meses foi mais efetivo do que o TF para reduzir a massa corporal (-1,76 vs. 0,83kg), a massa gorda (-1,66 vs. -0,26kg), o percentual de gordura (-1,01 vs. -0,65%) e a circunferência abdominal (-1,01 vs. -0,06cm).

Em conclusão, a presente revisão destacou que fatores ambientais, tais como sedentarismo, alimentação rica em gorduras e açúcar de adição, consumo excessivo de álcool, tabagismo, altos níveis de estresse, além de fatores como a genética, a programação fetal e idade estão relacionados ao desenvolvimento da SM. Ademais, indivíduos com SM apresentam maior probabilidade de desenvolver diabetes, doenças coronarianas, depressão, declínio físico, câncer e mortalidade através de doenças do aparelho cardiorrespiratório.

Em relação ao TF para portadores de SM, foram encontrados apenas cinco artigos originais que demonstraram pouca ou nenhuma alteração nos fatores de risco cardiovascular (Quadro 4). No entanto, novos estudos são necessários para elucidar se o TF isoladamente ou combinado com dieta e/ou exercícios aeróbios é efetivo para tratar essa doença. Finalmente, indivíduos com SM aumentam a força e massa livre de gordura ao realizarem o TF, o que pode ser interessante para prevenir problemas de saúde associados à sarcopenia.

 

Potencial Conflito de Interesses
Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento
O presente estudo foi parcialmente financiado pela CAPES.

Vinculação Acadêmica
Este artigo representa parte da dissertação de Mestrado de Ramires Alsamir Tibana pela Universidade Católica de Brasília (UCB).

 

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