Artigo original

A Relação entre a Lipoproteína de Alta Densidade e a Prática de Exercício Físico | Links between High Density Lipoprotein and Physical Exercise

Autores: Ana Amélia Cipriani Dias, Iran Castro


Introdução


A doença cardiovascular aterosclerótica é a principal causa de morte e de incapacidade no Brasil e no mundo, e tem sido fortemente relacionada à presença de determinadas condições, ditas fatores de risco para doença cardiovascular1.

A American Heart Association (AHA) preconizou medidas para prevenir a aterosclerose em jovens, como uma alimentação saudável a partir da diminuição da ingesta de calorias, sal, gorduras saturadas e colesterol total (CT), além da prática de exercício físico regular e abstenção de tabaco2.

Modificações do estilo de vida, representadas por exercício físico aeróbico e perda de peso elevam o HDL-c, apesar de os benefícios da elevação do HDL ainda não estarem totalmente elucidados. As alterações na distribuição das frações das lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), da lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-c) e da HDL-c, dos quilomícrons, triglicerídeos TG) e CT refletem modificações de ordem genética, dietética ou metabólica3.

Os efeitos diretos do exercício físico sobre o perfil cardiovascular são: a diminuição da pressão arterial, a expansão do volume plasmático, a bradicardia de repouso, o aumento do tônus periférico; os efeitos indiretos são o aumento da HDL-c, a diminuição da LDL-c, as mudanças no estilo de vida e o fortalecimento da musculatura esquelética3,4.

A aterosclerose é um fator subjacente em 85% das doenças cardiovasculares e tem uma correlação inversa com o nível de HDL-c, que tem um fator protetor contra a mesma. O baixo nível sérico de HDL-c é um fator de risco preditivo para a doença arterial coronariana, estimando-se que o aumento de 1mg/dl de HDL-c reduz em 4% o risco de doenças cardiovasculares3,4.

Uma meta-análise de 95 estudos muitos dos quais não eram estudos clínicos randomizados, mostrou redução de 6,3% no colesterol total, 10,1% no LDL-c e aumento de 5-22% na HDL-c em relação ao exercício físico moderado3,4.

Trabalhos como os de Lippi e al., Achawa et al. e Thompson et al. demonstraram melhor perfil lipídico em indivíduos que realizaram exercícios físicos moderados quando comparados com exercícios intensos5.

O papel dos exercícios físicos na aterosclerose leva a questionar sobre a importância da condição aeróbica e/ou a prática regular de exercícios físicos, pois é oportuno apontar que dados epidemiológicos de vários países reforçam a importância da condição aeróbica nas estatísticas de morte por causa cardiovascular ou por todas as causas6.

O presente estudo avaliou a resposta da lipoproteína de alta densidade em indivíduos que realizaram exercícios físicos por mais de seis meses com diferentes intensidades, duração e freqüência.

Metodologia


Estudo transversal realizado no período de março de 2006 a outubro de 2006.

Foram estudados 91 indivíduos com idade entre 18 anos e 40 anos, de ambos os sexos, estratificados em três grupos: Grupo I: 30 atletas de canoagem (18-25 anos), que se exercitaram duas vezes ao dia, sete dias consecutivos, classificados como exercícios de alta intensidade, sendo o grupo mais jovem; Grupo II: 30 indivíduos (18-38 anos) que realizaram exercícios aeróbicos e de resistência em academia, três vezes por semana, durante uma hora consecutiva, classificados como exercícios de moderada intensidade; Grupo III: 31 indivíduos (28-40 anos) que não realizaram atividades físicas regulares nos últimos seis meses, considerados como grupo-controle.

Os critérios de inclusão para o estudo foram: indivíduos que praticavam exercícios físicos há mais de seis meses e que já haviam dosado HDL-c, LDL-c, CT, TG, glicemia em jejum quando admitidos para exercícios físicos. O grupo-controle foi selecionado entre indivíduos que faziam exercícios físicos irregularmente, ou seja, menos de 10 minutos por semana de qualquer atividade. Todos foram submetidos a uma anamnese clínica, eletrocardiograma e ergoespirometria como critério de inclusão.

Foram excluídos do estudo os indivíduos portadores de qualquer patologia cardiovascular, respiratória, doença crônica hepatorrenal, dieta especial, diabetes mellitus e usuários de anabolizantes esteróides ou de outras drogas.

Os valores do perfil lipídico foram analisados de acordo com a III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Diretriz Brasileira de Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia6. Os exames foram realizados após seis meses de exercício físico, sendo classificados como: colesterol total normal (<200mg/dl); limítrofe alto (200-239mg/dl); e alto (>240mg / dl). Os triglicerídeos em normal (<150mg/ dl);  limítrofe (150-199mg/dl); alto (200-499mg/dl); e muito alto (>500mg/dl). O HDL colesterol em baixo (<40mg/dl) e alto (>60mg/dl). O LDL-c ótimo (<100mg/dl); desejável (100-129mg/dl); limítrofe (130-159mg/dl); alto (160-189mg/dl); e muito alto (>190mg/dl).

As dosagens dos lipídios-lipoproteínas plasmáticas foram coletadas na prega do cotovelo (10ml de sangue venoso), após um período de 10-12 horas em jejum. O soro foi imediatamente separado por centrifugação, sendo determinados os triglicerídeos (TG), colesterol total (CT) e lipoproteína de alta densidade (HDL-c) por kit enzimático Labtest, teste utilizado pelo laboratório da UCS. A lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) foi calculada pela fórmula de Friedwald, e a lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-c) foi calculada pela divisão de triglicerídeos sobre cinco (TG/5). O V’O2máx foi aferido através de ergoespirometria realizada com ergoespirômetro V’O2 2000 Medgraphs com protocolo software Elite da Micromed. Estimou-se o VO2 durante o teste de esforço a partir da curva de FC, e a medida direta do V’O2 por análise dos gases pela espirometria foi usada para a classificação dos Grupos I e II, conforme a carga de trabalho aplicada e do tempo de exercício. V’=o apóstrofo após a letra V expressa o significado de fluxo representado por um ponto sobre a letra V.

A outra variável medida foi o índice de massa corporal (IMC), calculado mediante a relação entre o peso corporal em quilogramas e o quadrado da altura em metros. A Organização Mundial da saúde considera abaixo do peso (IMC>18kg/m2); o peso normal entre (IMC>18,5kg/m2 e <25kg/m2); acima do peso entre (IMC>25kg/m2 e <30kg/m2); e obesidade (IMC>30kg/m2). Para a medida de peso foi utilizada balança digital da marca Filizola®, com precisão de 100g. Para a medida da altura foi utilizado estadiômetro com cursor, de madeira, com escala de precisão de 0,1cm. O IMC e o peso foram aferidos quando da admissão dos indivíduos para os exercícios físicos, sendo novamente aferidos seis meses após.

Análise estatística

Os dados quantitativos foram descritos por média±desvio-padrão, e os categóricos, por contagem e percentuais. As significâncias entre variáveis quantitativas foram avaliadas por ANOVA de critério único (oneway) com localização de diferenças pelo teste de Tukey. Nos dados categóricos, foi utilizado o teste qui-quadrado e o teste exato de Fisher, quando necessário. Para a avaliação específica da lipoproteína de alta densidade entre os grupos, utilizou-se a análise de covariância ajustando para os potenciais efeitos confundidores de idade, sexo, colesterol total e índice de massa corporal. O nível de significância adotado foi de alfa=0,05. Os dados foram analisados pelo programa SPSS 12.0.

Todos os indivíduos participantes da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Resultados


Dos 91 indivíduos incluídos no estudo, 39% eram mulheres e 61% homens, com idade média de 21,2±3,7 anos no Grupo I; de 31,6±6,8 anos no Grupo II e 30,4±6,5 anos no Grupo III, sendo similar entre os grupos (p=<0,001).

O HDL-c do Grupo II, que realizou exercícios de moderada intensidade, apresentou-se mais elevado do que o Grupo I, que realizou exercícios físicos intensos (p=0,043), embora não-significativo; no entanto, ambos os grupos de exercícios obtiveram um HDL-c aumentado se comparados com o Grupo III (Tabela 1 e Figura 1).

Observou-se que CT, HDL-c, LDL-c apresentaram modificação significativa após seis meses de atividade física se comparados aos parâmetros basais, mas as variáveis (glicemia de jejum, VLDL-c, TG ) não se mostraram diferentes estatisticamente (Tabela 2).

Ao serem admitidos para a realização de exercícios físicos, os indivíduos do Grupo I apresentavam um HDL-c basal de 46,0±8,1mg/dl; o Grupo II de 46±6,4mg/dl; e o Grupo III de 43±11,1mg/dl. Após seis meses de atividade física, o Grupo I apresentou um HDL-c de 48,4±10,3mg/dl; o Grupo II, de 53±12,6mg/dl; e o Grupo III, de 45,5±11,5mg/dl, não havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos após seis meses de exercícios intensos e moderados. (Tabela 3 e Figura 2).

Entre as demais variáveis avaliadas, a glicemia de jejum nos Grupos I, II e III, após seis meses de exercícios físicos não foi significativa (p=0,263). O colesterol total, VLDL-c, triglicerídeos e LDL-c foram similares entre o grupo de exercício físico de moderada intensidade e o grupo-controle, mas foram menores no grupo de exercício de alta intensidade (Tabela 2).

Dos fatores de risco convencionais, o tabagismo corrente foi de 0% no Grupo I, 13,3% no Grupo II e 9,7% no Grupo III; história familiar de DAC foi de 10% no Grupo I, 13,3% no Grupo II e de 16,1% no Grupo III (Tabela 4).

Observou-se uma diferença entre os níveis do HDL-c que foram significativamente mais elevados nos Grupos I e II em relação ao grupo-controle (p=0,001); entre os ativos, os de moderada intensidade tiveram HDL-c maior em relação aos participantes com exercício intenso na análise direta. Porém, após avaliação em modelo de análise de covariância ajustado para idade, sexo, CT e IMC, não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre esses grupos (Figura 2).

Discussão


Estudos disponibilizados na literatura procuram correlacionar o aumento do HDL-c com o exercício físico e como fator de prevenção de doença cardiovascular na população. No entanto, enquanto alguns desses estudos enfocam unicamente o aumento da HDL-c quando realizados exercícios físicos de alta intensidade, outros estudos têm demonstrado que exercícios moderados são mais eficientes quanto às mudanças no perfil lipídico3,7-10.

O presente estudo avaliou os níveis séricos do HDL-c em indivíduos que já realizavam exercícios físicos, por mais de seis meses, dos tipos moderado e intenso e comparou esses níveis com o HDL-c de um grupo-controle, cujos indivíduos não realizavam exercícios físicos com regularidade.

A redução da aterosclerose coronariana em razão da prática de exercícios de moderada intensidade em macacos submetidos à dieta aterogênica foi observada em um estudo realizado em 198111. Houve um aumento do HDL-c e uma diminuição dos triglicerídeos no grupo que praticava exercícios, e post-mortem foi verificada marcada aterosclerose coronariana e estenoses no grupo sedentário em relação aos que faziam exercícios físicos, sugerindo que exercícios moderados podem prevenir ou retardar doença arterial coronariana em primatas11. Estudos de Lippi et al.12 e de Thompson et al.10 demonstraram que exercícios moderados melhoram o perfil lipídico quando comparados aos exercícios de alta intensidade, resultado reafirmado pelo presente estudo11,12.

Em uma meta-análise de 95 estudos, Tran et al.13 demonstraram que ocorre um aumento significativo do HDL-c em pacientes que anteriormente tinham seu nível basal mais baixo; isso justificaria a maior resposta do HDL-c no grupo que realizou exercícios de moderada intensidade em relação ao grupo de exercícios intensos13.

O perfil hormonal de cada um dos sexos pode influenciar na porcentagem de gordura corporal, e o aumento da massa magra potencializa o aumento do HDL-c; mas poderá não apresentar diferença significativa na resposta lipídica entre os dois sexos, e isso foi demonstrado no presente estudo14.

Programas de treinamento por mais de seis meses aumentam o condicionamento aeróbico e melhoram o perfil lipídico em adultos jovens e mulheres idosas, além de favorecer pacientes com sobrepeso. Viebig et al.15 encontraram em seu estudo uma associação inversa e estatisticamente significativa entre os níveis de HDL-c e o IMC15.

Em relação aos exercícios de força, os mesmos não estão associados a modificações no perfil lipídico, mas devem ser associados aos exercícios aeróbicos para melhor resistência muscular e força16,17. Todos os indivíduos do estudo realizavam exercícios físicos aeróbicos e de resistência; portanto, o que se considera mais importante: a condição aeróbica ou a prática regular de exercícios físicos? A prática regular de exercícios aeróbicos aumenta a condição aeróbica (VO2 máximo), especialmente naqueles indivíduos com valores iniciais mais baixos, a condição aeróbica apresenta um componente genético importante.

Williams et al.18 concluíram que a condição aeróbica do indivíduo é pelo menos duas vezes mais importante do que o hábito regular de exercícios para a prevenção d e d e sfe cho s d e sfavo ráve is na e s fe ra cardiovascular18.

Duncan et al.19 randomizaram 492 indivíduos sedentários e os estratificaram para quatro tipos de exercícios físicos: grupo I: moderada intensidade e baixa freqüência; grupo II: moderada intensidade e alta freqüência; grupo III: baixa intensidade e baixa freqüência; grupo IV: baixa intensidade e alta freqüência, por seis meses a 24 meses, em academia. Após seis meses, os grupos I, II, III apresentaram aumento do VO2 máx, mas apenas o grupo de intensidade baixa e alta freqüência apresentou diferenças no HDL-c19.

Exercícios regulares aumentam o HDL-c em 3% a 9%, tanto em indivíduos saudáveis como em sedentários, e esse aumento do HDL é mais observado em exercícios de cinco sessões/30 min/semana. Este estudo encontrou um aumento do HDL-c de 3% a 5% entre os grupos que realizavam exercícios físicos quando comparados com o grupo-controle. O exercício físico regular e mesmo moderado promove a redução da morbidade e mortalidade cardiovascular, mas o impacto do exercício aeróbico sobre os lipídeos ainda é inconsistente20-22.

Um aumento de HDL-c poderá ser verificado com uma única sessão de atividade física, podendo permanecer de 24 horas a 48 horas. O HDL-c pode ter uma média de aumento de 16% com uma atividade regular e apenas 8% em uma única sessão de exercício físico, mas também foi demonstrado um aumento imediato após o exercício físico, em uma hora, seis horas e 24 horas após a atividade física23-25.

Questionam-se quais fatores genéticos influem na resposta lipídica de indivíduos que realizam exercícios físicos. O Heritage Study avaliou 675 indivíduos normolipêmicos que se exercitaram por cinco meses, observando que houve um aumento do HDL-c em 1,1mg/dl ou 3% entre os 299 homens, e em 1,4mg/dl ou 3% entre as 376 mulheres. Na fase inicial do estudo, ocorreu um aumento de 3,6% no HDL-c, mas também um aumento no HDL2 e na apolipoproteína A-I, indicando fatores genéticos individuais de cada atleta, com alterações nos marcadores genéticos e sua associação com as respostas lipídicas aos exercícios físicos26.

Observações epidemiológicas e achados inconsistentes de estudos relacionados ao treinamento, favoráveis e significativos nos níveis de HDL-c, sugerem uma relação dose-resposta entre o volume de exercício e as mudanças no HDL-c, induzindo assim sugestões de que é necessário atingir um limiar de intensidade de exercício, uma quantidade de exercício semanal e um volume de treinamento para que haja mudanças significativas27.

Os benefícios da elevação do HDL-c são multifatoriais e não estão totalmente elucidados. Modificações do estilo de vida representadas por atividade física aeróbica, abandono do vício de fumar e controle do peso corpóreo, principalmente da obesidade abdominal, constituem armas importantes para elevar o HDL-c28.

Em conclusão, o nível da lipoproteína de alta densidade em indivíduos que praticam exercícios físicos encontrou-se mais elevado que no grupo-controle, mas não houve diferença significativa entre o grupo de exercícios físicos de alta intensidade em relação aos de moderada intensidade.

 

Potencial conflito de interesses
Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

 

Referências

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